Resenha #12: Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Ano:  2015
Páginas: 63

Como um pequeno livrinho, de pouco mais de 60 páginas consegue explicar de maneira inteligente e humana a questão do feminismo?
O livro "Sejamos todos feministas" é uma versão adaptada de uma palestra que a autora fez em dezembro de 2012 no TEDXEuston - uma conferência anual com o foco na África.


Em 30 minutos ela explanou sobre do que realmente o feminismo trata. Afinal "feminista são as mulheres infelizes que não arranjam marido." não era mais uma expressão adequada para falar do movimento.

Chimamanda é Nigeriana, e no país dela as mulheres são tratadas sem um mínimo de respeito, em muitos locais, inclusive, uma mulher não pode entrar desacompanhada. Ela trabalha na sua palestra a questão de cultura e de como uma coisa que é repetida inúmeras vezes pode tornar-se normal, como a desigualdade de direitos e tratamento que as mulheres recebem.



Em um trecho do discurso ela frisa que as únicas diferenças reais quanto à homens e mulheres são o fato de que os hormônios, órgãos sexuais e atributos biológicos diferem para o organismo feminino e o masculino. Biologicamente o homem é mais forte porque possui hormônios que o fazem assim. Há mil anos atrás os seres humanos viviam num mundo em que a força física era o atributo mais importante para a sobrevivência. Hoje, em pleno século XXI o que torna um indivíduo qualificado para liderar não é a pessoa mais forte fisicamente e sim a mais inteligente, criativa e inovadora. 
Homens e mulheres podem ser inteligentes, criativos e inovadores, mas as ideias de "gêneros" ainda falham muito.
A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo com homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. É assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.
Essa é uma leitura recomendada para todos! Homens e mulheres. Este não é um discurso de ódio, de repulsa e de mamilos de fora para protestar. Chimamanda mostra que com elegância e astúcia podemos lutar pelo que é justo e tornar um mundo um lugar melhor para as próximas gerações.



Outros títulos dela como Para Educar Crianças Feministas (2017), Americanah (2014),Hibisco Roxo (2011) e Meio Sol Amarelo (2008) fazem parte da sua obra e já entraram para minha lista de leituras necessárias para esse ano.  Lendo as sinopses eu já me encantei e sei que será uma leitura muito agradável e que traz ensinamentos, críticas e ideias novas.


Espero que tenham gostado dessa resenha-opinião e que adquiram o livro também. Obrigada e até a próxima!




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