Resenha #40: A Abadia de Northanger - Jane Austen

FICHA TÉCNICA

Autora: Jane Austen
Título: A Abadia de Northanger
Nº páginas: 147* nessa edição esse é o número de páginas da história
Nº páginas LIVRO: 766
Gênero: Romance de Época / Romance Inglês




SINOPSE:

"Escrito ainda na juventude de Jane Austen e publicado postumamente, em 1818, 'A Abadia de Northanger' é, sem dúvida, um dos romances mais elaborados da época – uma comédia satírica que aborda questões humanas de maneira sutil, tendo como pano de fundo a cidade de Bath. O enredo gira em torno de Catherine Morland, que deixa a tranquila e, por vezes, tediosa vida na zona rural da Inglaterra para passar uma temporada na agitada e sofisticada Bath do final do século XVIII. Catherine é uma jovem ingênua, cheia de energia e leitora voraz de romances góticos. O livro faz uma espécie de paródia a esses romances, especialmente os escritos por Ann Radcliffe. Jane Austen faz um eloquente contraste entre realidade e imaginação, entre uma vida pacata e as situações sinistras e excitantes que os personagens de um romance podem viver."


Ninguém que tivesse visto Catherine Morland quando criança teria imaginando que ela nascera para ser heroína.
CRÍTICA

O livro foi escrito ainda em 1803, mas só foi publicado após a morte dela em 1818 e não se sabe ao certo porque isso aconteceu.

Ele é a terceira obra que leio da autora. Já li antes "Orgulho e Preconceito", meu favorito, e "Razão e Sensibilidade" que é maravilhoso e já tem resenha no blog, inclusive. Posso afirmar que certamente o primeiro ainda é meu favorito, embora eu tenha me divertido com essa obra também. Vamos contar um pouco da história:

"Catherine Morland foi uma criança peralta que não conseguia prestar atenção em nada, e nem aprender os oficios que a mãe tentava lhe ensinar. Já tinham perdido as esperanças, quando aos 17 anos parece que ela havia mudado um pouco, estava até uma moça mais bonita - visto que consideravam aquela criança magrela e excessivamente branca bem feia. (haha tadinha dela)

A pequena cidade de Fullerton fora, até então, a única parte do mundo que ela explorou. Até que um dia, o casal Allen a convida para fazer companhia numa temporada na cidade de Bath. É aqui que as aventuras da nossa heroína começam a acontecer.


Em Bath ela vai conhecer 3 pessoas muito importantes e que vão mudar a vida dela, trazendo muitas  reviravoltas.

Nenhum homem se ofende com a admiração de outro homem pela mulher que ama; só a mulher pode transformar essa admiração num tormento. pag. 704

Isabelle Thorpe, sua amiga inseparável vai mostrar o lado mesquinho de algumas moças, e o quanto pessoas bajuladoras são falsas e sempre intencionadas no seu comportamento - coisa que também vamos conhecer em outros personagens. O irmão dela, John Thorpe começa a se interessar por Catherine, o problema é que ele é um falastrão insuportável. Aqueles chatos de galocha que não param de falar coisas que só dizem respeito a ele e nenhum interesse no interlocutor e isso irrita nossa heroína, mas ela precisa ser elegante e aguentar ele falando sem parar. 
Mas  bem antes de conhecer a família Thorpe (a mais chata do pedaço) ela conhece o Sr. Tilney, Henry Tilney, o crush que você respeita.
Ela se encanta pelo rapaz, que é muito inteligente, bonito, elegante e sabe conversar sobre todos os tipos de assunto, inclusive sobre os livros que ela é apaixonada, os romances góticos.

A história vai fazer jus ao título quando a família de Tilney, principalmente Eleanor Tilney, irmã do Henry, a convidam para ir até a casa deles, uma construção muito antiga que recebe o nome de Abadia e que fica em Northanger. A partir daí muitas coisas começam a acontecer e a ironia da Jane pula das páginas e ela começa a fazer total referência às obras de Ann Radcliffe, sua inspiração. 

A Catherine é aquele tipo de pessoa que cria altas expectativas com tudo e imagina as piores e mais tenrbrosas histórias do lugar para só depois perceber que a realidade não tem muito haver com o que os livros nos mostram. E acaba se decepcionando com a própria imaginação estimulada pelos tipos de livros que lê.


O enredo vai obedecer a ordem de sempre: começa descrevendo o local, nos mínimos detalhes e os costumes dessa sociedade - sempre ironizando . Depois, a mocinha, nesse caso, heroína, vai sofrendo, tendo decepções e tudo isso num passo muito lento e descritivdo, até que ao chegar nos últimos 3 ou 4 capítulos tudo acontece tão rápido que você até se perde na passagem do tempo. 


VEREDITO

Eu curti demais esse livro, embora tenha achado as outras duas leituras melhores. Mas eu dei risada com algumas situações, me irritei com alguns personagens. No livro não vai faltar a critica à sociedade e seus costumes, e é claro: o tal assunto clichezão do casamento entre alguém pobre e alguém rico por amor, que enfrentam tudo e todos para ficarem juntos.

Eu recomendo, embora as leituras dos livros da Jane exijam muita concentração e total imersão na obra, para aproveitá-la melhor, primeiramente por ter sido escrito há 2 séculos atrás, e segundo, porque ela é totalmente irônica e extremamente sutil nessas ironias, o que faz dela, ainda ser a minha autora favorita da vida! Mas comece por "Orgulho e Preconceito" que é, disparado o melhor romance dela!


Nota: 4,0 / 5,0

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