Resenha #61: 1222 de Anne Holt

FICHA TÉCNICA



Autora: Anne Holt
Título: 1222
Ano de publicação: 2013
Editora: Fundamento
Nº Páginas: 303
Gênero: Romance Norueguês / Thriller/ Suspense
+14



SINOPSE
"A 1222 metros de altitude, um acidente de trem. Uma impiedosa nevasca. Um hotel centenário. E um assassinato!



Uma ex-policial, tão astuta e brilhante quanto sarcástica e antissocial, é a única pessoa capaz de solucionar o mistério da morte de um dos 269 passageiros de um trem descarrilado. Isolados do resto do mundo por causa da neve, uma atmosfera de medo, hostilidade e desconfiança instala-se no hotel onde eles se refugiaram.

Mas Hanne não quer se envolver. Ela sabe que a verdade cobra um preço muito alto. Ao longo dos anos, sua busca por justiça lhe custou o amor de sua vida, sua carreira na polícia de Oslo e a própria mobilidade.

No entanto, encurralada por um assassino, encurralada pela pior nevasca da história, Hanne – e os outros passageiros – não tem saída.

Em uma situação extrema, as máscaras logo caem... E, nesse grupo, muitas pessoas não são o que parecem. Aliando sua capacidade de dedução a seu instinto, Hanne mergulha em um enigma difícil e surpreendente.

Acompanhe todos os momentos dessa história envolvente e arrepiante. Você não vai conseguir parar de ler!"




CRÍTICA

Nunca li Agatha Christie. Li Stieg Larsson tem mais de 5 anos. Thriller não é o meu forte, comecei a ler alguma coisa ano passado. Aí pensei: caramba esse livro chamou minha atenção, a premissa é boa, o gênero é um que estou realmente querendo ler mais e thriller é um livro que prende tua atenção na história ainda mais com uma detetive e fala da Agatha e Stieg!


Eu esperava um livro cheio de ação do início ao fim. Esperava encontrar uma daquelas detetives como o Sherlock Holmes (esse eu li e assisti e amo). Mas o que tenho pra dizer do enredo é que ele acontece de uma forma lenta e quase como se fosse contado em terceira pessoa, devido à nossa personagem principal não querer se envolver com a história. Você não consegue suspeitar de ninguém. E a autora não desenvolve a Hanne, você termina a história sabendo quase nada dela.

A história é contada do ponto de vista da Hanne Wilhelmsen uma ex-policial que acabou se aposentando depois de uma operação fracassada em que ela foi atingida com um disparo de uma potente arma de fogo. Desde o incidente ela ficou paraplégica e amargurada. Ela é  extremamente antissocial apesar de demonstrar, por vários momentos, carinho e admiração com vários personagens.




Entendo muito bem o ponto de vista dela, em querer se manter longe da história dos assassinatos e concordo com vários deles. Ela é uma mulher de meia idade que se sente inútil devido à sua deficiência, mas ela já foi a melhor investigadora da polícia de Oslo, é inteligentíssima e adora estudar as pessoas. Mas logo que o primeiro assassinato acontece ela mostra claramente que não vai se envolver na história. Por isso ela se ocupa descrevendo a tempestade de neve que abate o Hotel Finse 1222, fala sobre o comportamento de cada pessoa e do quanto quer ficar longe de tudo e de todos e ir embora dali.


As pessoas que estavam presas no Finse 1222 tinham começado a abandonar a dignidade. E apenas dezoito horas haviam se passado desde o acidente.

Receio que isso não cative os leitores. Eu achei ela meio chata no começo, mas sabia que uma hora ou outra ela iria se envolver e descobrir tudo e que iria nos dar pistas dos ou do assassino. Porém quando ela desmascara a pessoa que era assassina parece que isso aconteceu nos bastidores, já que o leitor não foi exposto aos pensamentos e investigações dela - o que no meu ver é a coisa mais legal da história - quando você se envolve e quer descobrir quem é o assassino e melhor ainda: você começa a elaborar hipóteses. 

A escrita da autora é muito boa. É uma escrita característica de escritores escandinavos por isso ela te prende na história. E fiquei muito curiosa em saber mais sobre a ex-policial, curiosa mesmo, porque aqui ela é bem sutil e você vai descobrindo algumas coisas sobre as camadas de personalidade dela.




VEREDITO

Enredo muito bom mas a grande falha foi não ter envolvido o leitor no processo de investigação e hipóteses de quem era o assassino.
Eu o recomendo, pois é uma escrita diferente e uma autora não tão conhecida e a gente precisa ler para ter nossa própria opinião.  O desenvolvimento da história é lenta e descritiva praticamente do início ao fim, e a personagem, que faz questão de não querer se envolver na investigação, acaba também afastando o leitor da própria história que está acontecendo ali no hotel.
Talvez eu deva ler mais suspense e thriller, como disse no início, não é meu gênero favorito e não tenho o hábito de ler, mas adoro me aventurar por coisas novas. Como essa personagem faz parte de uma série de 8 livros eu realmente quero conhecer melhor ela já que aqui não conhecemos praticamente nada e aquele final de me deixou com a pulga atrás da orelha.


PONTOS FORTES
* Escrita muito boa;
* Uma ótima descrição dos lugares e das ações das pessoas;
* Amo personagens observadoras e a Hanne dá show!
* Escritora com uma experiência real na área da justiça e da polícia;
* Diagramação e arte do livro impecável.

PONTOS FRACOS
*  Personagem principal ranzinza e difícil de cativar o leitor (dê uma chande à Hanne ela é bem complexa);
* Não envolvimento do leitor no processo de investigação do assassino.

CLASSIFICAÇÃO DA MI




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